quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Não precisa mais chorar, mamãe volta rapidinho: sobre a ansiedade de separação na Infância

"Não precisa mais chorar, mamãe vai voltar rapidinho." Essa é muitas vezes a fala das mamães, na esperança de passar segurança para que o filho fique sem ela. Ele pára, olha para a mãe, escuta sua explicação e em seguida o choro começa.


Quando o “rapidinho” da mamãe aos olhos do pequeno parece ser tempo demais para estar longe, podemos estar falando sobre a ansiedade de separação na infância.
Seja quando o bebê é retirado do colo das figuras de maior apego (comumente mãe e pai), na adaptação da escolinha ou passear com um conhecido, a ansiedade de separação é algo esperado durante o desenvolvimento infantil. Esta pode funcionar como um mecanismo de defesa da criança, uma vez que ela se sente angustiada perante desconhecidos ou brigue quando afastada da mãe. Tal ansiedade e angústia tendem a desaparecer progressivamente conforme a criança for crescendo.

Em torno dos 2 anos de idade, a criança passa a entender que mesmo não estando ao alcance dos seus olhos, a mãe e/ou pai continua a existir e logo retornará. Porém, quando após essa idade a criança ainda manifesta comportamento ansioso (excessivamente) perante a separação temporária, é recomendado que os pais fiquem atentos aos seus próprios comportamentos, pois em grande parte dos casos são os sentimentos de insegurança e ansiedade dos pais que são transmitidos à criança, e esta os expressa. 

Então, aí vão algumas dicas de como auxiliar e incentivar os pequenos a superarem estes momentos...

Pode parecer clichê, mas: CONVERSE, EXPLIQUE E REAFIRME para a criança que não há problema algum em ficar algum tempo longe, diga que você conhece quem está com ela (apresente um adulto de referência) e que tudo ficará bem, que se precisar pode contar com ela e que você em breve voltará. Seja SEGURA e FIRME, despedidas prolongadas aumentam ainda mais a expectativa de que talvez você desista de ir. 

Sobre o choro? Acredite, em alguns minutos sem você a vista ele passará, mas se na primeira lágrima você voltar correndo, as coisas tendem a ser mais difíceis.

O pensamento é basicamente o mesmo para as mais diversas situações, comece aos poucos e vá ficando progressivamente mais tempo afastada. Lembre-se de cumprir o combinado com a criança para que ela se sinta segura em relação a você. E quando voltar para pegá-la converse sobre todas as coisas legais que ela fez enquanto você estava fora e que vocês já estão juntos novamente como o prometido.

Cabe lembrar que caso vocês percebam que a ansiedade do seu filho é exacerbada e persistente, causando-lhe sofrimento, é recomendado que procurem a orientação de um profissional. Nesses casos, a criança pode desenvolver Transtorno de Ansiedade de Separação, cabendo então um tratamento adequado que na maioria das vezes envolverá terapia, orientação dos pais e a mudança de alguns comportamentos da família e da escola (na maioria dos casos) afim de incentivar a independência da criança. 

E vocês, já passaram por alguma situação parecida, como foi?

Beijos e até a próxima!




Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 
Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?
Instagram: @eaipsicologas


domingo, 14 de agosto de 2016

Fala Papai: a vida depois dos filhos

Sabemos que a maternidade traz muitas transformações às nossas vidas e a paternidade não é diferente! Os pais também começam a ver o mundo com outros olhos, ter outras prioridades e enfrentam novos desafios todos os dias.

Um estudo na Universidade de Bar-Ilan, em Israel, sugere que o que a gente chama de instinto maternal não é um conjunto de características exclusivas da mulher ou desencadeadas por hormônios: homens também desenvolvem novas conexões neurais ligadas a capacidade de cuidar e criar uma criança quando se tornam pais. O estudo descobriu que esse tipo de instinto pode ser desenvolvido por qualquer um que escolha ter o papel de pai ou mãe na vida de uma criança (Fonte: Revista Galileu).

Conversei com alguns pais blogueiros, defensores da paternidade ativa e claro, apaixonados por seus guris e gurias, que me contaram o que mudou nas suas vidas depois dos filhos. Confiram os depoimentos!


"Ser pai!
O verdadeiro papel do pai é amar, cuidar, ensinar, aprender e brincar. Tudo em parceria com a esposa (mamãe). Mesmo se o casal for separado, a essência deve ser a mesma. O filho precisa do apoio dos dois. Ser pai não é pagar as melhores escolas e brinquedos e já achar que está tudo resolvido. Isso é básico!  Ser pai é viver o momento com o filho... curtir cada segundo como se fosse o último.
E como é complicado eleger as maiores responsabilidades; prefiro falar que temos uma que é preparar uma pessoa para encarar este mundo cheio de coisas boas e ruins. Muita responsabilidade, né? Mas, nós papais estamos prontos!
Dentro deste pacote, temos milhares de situações como ajudar na lição de casa, dar banho, trocar fralda, fazer e dar a comida, levar para a escola, participar de reuniões escolares, dormir em pé com a criança no colo, pois ela está com dor de ouvido e não consegue deitar; brincar, brincar de novo, brincar mais um pouco. Viver. Gerar experiência como levar a um show ou criar um brinquedo com caixa de papelão.
Amo com todas as forças ser pai. O Samuca é o meu ar! Minha vida!
Viva os Papais!"
Bruno Santiago, pai do Samuca
Blog Pai tem que fazer tudo
@paitemquefazertudo

"Que filhos trazem mudanças e causam revoluções em nossas mentes é sabido.
Passado um ano e meio após o nascimento das minhas trigêmeas, parei para refletir. Pareceu durar uma eternidade para chegar  mas quando veio, eu sabia que minha vida nunca mais seria a mesma. E eu não poderia ter sido mais feliz!!!  Algumas coisas que mudaram em minha vida:
Um novo amor respeito pela mãe
Ao ver os cuidados, o amor e a entrega da mãe das minhas filhas, passei a admirar e amar cada vez mais esta mulher!
Paciência
Passei a ser uma pessoa mais paciente. Antes, me preocupava com o dia a dia. Agora me preocupo com o futuro, Aprendo diariamente com todos os meus filhos através das vivências deles, sejam alegrias ou frustrações.  Trabalho o caráter e a educação deles de modo a ser tornarem boas pessoas. E isso me mudou, passei a dar atenção para as pequenas e gratificantes coisas do dia a dia.
Ansiedade, preocupações
Admito. me tornei mais paciente, Mas também uma pessoa preocupada. Veio a falta do sono, a ansiedade se sou não um bom pai, se estou fazendo a coisa certa, foco no trabalho, gastos excessivos, foco na rotina, falta de sono? (já falei? pois é.. falta mesmo!) E com isso vieram os meus primeiros fios brancos no cabelo!
Rotina
Por ter trigêmeas, mudei o conceito de rotina. Antes era casa/trabalho/casa e nos finais de semana.. Ah, os finais de semana! Agora isto mudou. Rotina puxada e diária. Finais de semana? Não muda nada! Ou era isso ou enlouqueceríamos. Mas estamos sobrevivendo!
(Falta) de tempo pessoal
Ir ao banheiro sozinho? Deitar para ler um livro por horas? Esquece. isto ficou para trás!
Uma nova perspectiva
Passei a ver o mundo diferente. Admito, ele é muito mais assustador e mais perigoso agora, mas ao mesmo comecei a ver as coisas através dos inocentes olhos de meus filhos, com admiração e espanto. E isso me enche de amor, por trazer algo que tinha esquecido!
A consciência da minha própria mortalidade. 
Lembro-me de um dia estar dirigindo e veio um turbilhão de emoções que corriam dentro de mim, e uma da mais intensas era o senso de minha própria mortalidade. Nunca me senti tão vivo e tão vulnerável ao mesmo tempo! Fui para casa mais devagar naquele dia, sabendo que minha vida tinha agora um novo e múltiplo significado!
E por último, o desejo de fazer a diferença. 
Sinto uma forte conexão com o mundo que vivo, e quero fazer uma diferença positiva."


Adriano Bisker, pai do Felipe e do André das trigêmeas Nicole, Sofia e Júlia, e sua esposa Lorie
Blog Pai de Cinco
@paidecinco


"A primeira mudança que senti foi que durante a gravidez me dediquei e em alguns momentos me senti foda, marido perfeito, realizado... Agora, não tem jeito, posso fazer o que for, sou secundário para os dois... Não estou triste, mas que dá raiva quando estou com o Lucca no colo, ele chorando, eu tentando acalmar, fazendo de tudo e nada resolve, a Patrícia chega e mesmo pegando todo torto, ele para de chorar... um dia vai ser ao contrário (eu penso). Outra mudança grande foi em relação à famíla. Amo todos, mas é difícil quando vem ver o Lucca e perguntam dele, da Patrícia...é, eu também estou bem, meio cansado mas bem, obrigado por perguntar (eu penso).
Ao longo dos dias eu percebi meu papel, devo dar a ela segurança, bem estar, conforto e carinho. Os minutos dela dormindo e descansando valem milésimos de segundos de atenção para mim. Então ficar com o Lucca nas madrugadas e a cada mamada, me dá um prazer duplo por estar com ele e com ela depois.
Imaginava que a hora do banho seria relaxamento, curtição, como nos milhares de vídeos do YouTube...imaginei que troca de fralda combinada com massagem o faria rir e acalmar...porra nenhuma! Deixar simultaneamente a temperatura da água e o Lucca pronto para o banho é complicado; e quando consigo isso o moleque fica com soluço ou irritado.porque demoro.

Sou lerdo, mas atencioso com meus filhos (eu penso). As trocas de fraldas são tipo Os Trapalhões...já levei três cagadas fortes e o mais legal é que sempre ocorrem na madrugada. Patrícia fica com sangue nos olhos quando ele chora na troca de fralda e eu fico com cara de pastel achando que está tudo bem...ai estou fazendo certo, por que chora? (eu penso). E para fechar, eu percebi que é a melhor coisa do mundo ser pai e ter minha esposa ao meu lado (mesmo de mau humor)".

Marcelo Venancio, pai do Lipe e do Lucca
@marcelovenancio_



Pai saber ser pai. Pai deve participar de tudo e deseja isso. Divida os cuidados e o amor pelos filhos com o pai deles. Deixe um pouco o controle, abra a guarda e desfrute de lindos momentos em família. 

Parabéns a todos os pais de guris e gurias, em especial ao meu pai que é um grande exemplo para mim, e ao marido que não quis dar depoimento porque diz que não tem o dom das palavras para escrever... e nem precisa. Porque é só continuar estando  sempre presente, dando atenção e amor para as cria que já faz toda a diferença...os momentos de cumplicidade, alegria e carinho entre eles ficarão guardados para sempre no coração e na memória, o melhor registro de todos! Simples assim!

Feliz Dia dos Pais!




                                        


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sexualidade infantil: como lidar com essa fase?

Oi gente!

É com muita alegria que hoje apresento para vocês a mais nova parceria do blog no Papo de Especialista:
As psicólogas Paola Ritcher e Natana Consoli do E aí Psi? vão estar aqui conosco, quinzenalmente, compartilhando curiosidades, dicas e  muitas informações sobre as inúmeras dúvidas que temos referentes ao comportamento dos pequenos.

E para começar, uma assunto que ainda assusta muitos pais, a sexualidade infantil. Tenho certeza que vocês vão gostar. Uma ótima leitura!

 Sexualidade infantil: como lidar com essa fase?

Hoje nosso texto é sobre um assunto que muitas vezes causa polêmica e desconforto, em casa e na escola, tanto para os pais quanto para os professores: a sexualidade infantil! Seu filho (a) também já chegou em casa dizendo que tem uma namorada (o) na escola? Ou que descobriu que a amiguinha não tem “tico”?
            Conforme os pequenos vão crescendo, as curiosidades sobre o mundo vão aumentando, incluindo a curiosidade sexual, que geralmente começa pela descoberta nas diferenças anatômicas entre os sexos e como vamos parar na barriga da mamãe. Embora, como pais e cuidadores, achamos essas perguntas um pouco precoces e ficamos assustados diante delas, sem saber se devemos mudar de assunto ou responder, essa curiosidade é um indicador do desenvolvimento saudável da criança.
            Outra situação comum de acontecer entre a criançada é a manipulação das partes intimas do seu corpo. Depois de identificar que meninos e meninas têm uma anatomia diferente e questionar os mais velhos sobre sua origem, eles começam, desde crianças, a manipular seus genitais, com o intuito de descobrir o seu corpo, sem conotação maliciosa, que muitos adultos atribuem.
            Um aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como os adultos lidam com essa situação, que pode levar a uma passagem natural dessa fase, ou não. Quando uma criança de três ou quatro anos questiona seus pais sobre sua origem, deve ser dado à ela uma resposta simples e natural, que satisfaça sua curiosidade. Conforme ela vai crescendo e suas dúvidas vão aumentando, a resposta vai ganhando mais atributos, até ela ter idade suficiente para entender o que é o ato sexual e as demais questões que fazem parte do sexo. 
             A mesma atitude deve ocorrer em relação a descoberta do corpo. Deve-se explicar para a criança o que ela está desejando saber e mostrar à ela em que momentos e lugares podemos e não podemos expor nosso corpo. Com isso, estamos criando futuros adolescentes mais aptos a lidar com a sexualidade de forma natural, incentivando-os a ter mais liberdade de falar sobre esse assunto, que infelizmente ainda é tabu na nossa sociedade, porém, não deve ser dentro da sua casa. Para auxiliá-los, existem vários livros infantis que abordam essa temática de uma forma clara e divertida! Que tal uma leitura em família?
            Responder as curiosidades dos pequenos e dar à eles liberdade de falar sobre o assunto se torna ainda mais importante quando vivemos uma triste realidade em que ocorre muitos casos de abuso sexual infantil. No momento em que se conversa sobre as duvidas das crianças, deve-se orientá-las sobre quem pode e quem não pode mexer no seu corpo. Falar sobre sexualidade quando as duvidas surgem, ao invés de esconder esse assunto embaixo do tapete, é ensinar as crianças a defender, cuidar e respeitar seu corpo, na infância até a vida adulta.
            Outra dica importante para essa fase do despertar da sexualidade é o cuidado com as questões de gênero. Nessa fase é comum começar a ouvir aqueles comentários “isso é coisa de homem”, “isso é coisa de mulher”. Estamos tão habituados com determinados comportamentos, que não nos damos conta que criamos meninos que não podem gostar de rosa e meninas que não podem gostar de azul! Deixar que meninos e meninas brinquem de boneca, de casinha, de futebol e de carrinho é criar filhos saudáveis e adaptados para relacionamentos futuros, no qual tanto homens quanto mulheres exercem papeis de cuidadores e donos de casa, rumo a igualdade de gênero.

            Falar sobre esse assunto aí na sua casa não é incentivar a sexualidade precoce. É preparar, proteger e educar seus filhos para o mundo, possibilitando outros olhares às questões de gênero e sexualidade, ampliando os significados que são atribuídos aos meninos e às meninas. A idade certa para falar sobre o assunto é a criança quem determina, cabe ao adulto compreender o que ela quer saber com a pergunta. A curiosidade deles é muito menor do que o nosso espanto e, na maioria das vezes, eles não querem saber tudo o que nós temos para explicar. Responda de forma objetiva, com uma linguagem infantil, apenas o que ela está desejando saber.

Até a próxima!

                                               
Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 
Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?
Instagram: @eaipsicologas

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

7 ideias lindas para presentear os papais!

Dia dos Pais chegando e já começa aquela dúvida sobre o que presentear. Eu pelo menos estou aqui pensando no que comprar para o meu e para o Pai de Guri & Guria.

Acho muito legal presentes originais e que tenham a "cara" da pessoa. Também curto presentes que sejam úteis, além de bonitos.

Selecionei 7 ideias para te inspirar a encontrar um presente bacana, bonito, criativo e quem sabe feito por ti e os filhotes!

1. Avental:

Pode ser qualquer um, de qualquer cor. E nem precisa ser um masterchef para usar. O diferencial são as mãozinhas das crianças carimbadas nele! Um amor de presente!


2. Camiseta interativa:

Uma camiseta branca pode se transformar num pista de carrinhos. O filhote brinca e o papai ainda recebe uma massagem. Genial!


3. Cartão:

Sou do time que ama um cartãozinho! E um feito com todo carinho pelas cria, é apaixonante! Tem que ter para acompanhar o presente (e muitas vezes se torna até o mimo principal). Lindo esse que representa o papai como um super-herói!


4. Chaveiro:

Para o papai levar um "pedacinho" do/a filhote junto com ele. É só contornar a mãozinha do/a pequeno/a num pedaço de tecido resistente como o jeans e enfeitar como quiser. Fofo demais!


5. Marca páginas:

Todo o pai que adora ler merece um lindo marcador de páginas. Existem vários modelos por aí, mas esse aqui de bigodinho vintage é muito legal e fácil de fazer.


6. Guarda-tudo:

Esse eu adorei! Para facilitar a vida do papai (e das mamães tb!) um porta-trecos para ele organizar e ter sempre a mão seus pertences. Super útil! 


7. Almofada personalizada:

Se o papai gosta de assistir televisão, um bom presente é dar o controle remoto para ele (pelo menos no seu dia). E se for numa almofada feita para ele, melhor ainda!



Fonte das fotos: Pinterest

Eu já tenho o meu preferido e vocês?


Beijos,


Tati



domingo, 31 de julho de 2016

É a sua vez!

Outro dia saímos para jantar. Era meu aniversário e fomos comemorar, só  nós quatro. Desde o momento que chegamos no restaurante e sentamos à mesa passou um tempo bem razoável. Comemos alguns petiscos, bebemos, conversamos, as crianças brincaram bem comportadas até.

Eu e o pitoco no meu aniversário!

Estava bem frio, uma noite típica do inverno gaúcho, e foi só a garçonete trazer meu prato de sopa de capeletti quentinho (e delicioso!) para o Davi resolver fazer cocô. E se não bastasse a escolha perfeita do momento, ele ainda fala bem alto para quem estiver por perto (e nem tão perto assim) também ouvir:
- Mãe, quero fazer cocô!
Mãe! Sempre a mãe, já repararam? 
Crianças adoram fazer o número dois enquanto nossas refeições esfriam praticamente intocáveis no prato.
Ah, não! Que radarzinho é esse que as crianças pequenas tem e insistem em usar constantemente? E sempre nesses momentos? Tá, eu sei que a gente não escolhe uma hora para fazer cocô, mas chega a ser até meio mirabolante, porque quando estamos brincando com eles isso praticamente nunca ocorre.
Olhei para o prato do marido que já estava pela metade, ou mais, e não exitei:
- É a sua vez!
Porque é assim que deve funcionar, mãe e pai dividindo tudo! E lá foram os dois enquanto eu devorava minha sopa quentinha.


Agora, digam se já não passaram por isso?

Beijos,


Tati